Escola também é lugar de brincar

Escola também é lugar de brincar

Brincar é uma prática social, assim como ler, escrever e calcular. É comum que, dentro dos muros da escola, essas práticas sofram distorções. No caso da linguagem, por exemplo, quantas vezes não testemunhamos um belo texto literário ser transformado para fins didáticos e perder toda a sua beleza poética?

O mesmo pode acontecer com o brincar, quando a escola enxerga a brincadeira apenas como ferramenta e recurso para a aprendizagem e despreza toda a sua potência como linguagem, expressão e cultura da infância.

E qual é o espaço dessa brincadeira-linguagem no universo escolar? Quanto tempo nossas rotinas oferecem para o brincar livre?  E, afinal, é papel da escola preservar o lugar e o tempo da brincadeira espontânea e livre?

Sim.

Em um tempo que sobrecarrega as crianças de afazeres e exige que elas  produzam e respondam à demandas, parece urgente que preservemos o lugar e o momento da brincadeira espontânea e livre nos quintais e nos recreios.

O quintal, onde a natureza é presente (com verde, terra, sementes, pedrinhas, bichinhos de jardim e pássaros), é que a brincadeira livre acontece. São respiros para a infância contemporânea dos grandes centros.

É também nesse tempo/espaço educativo que a relação entre pares se estabelece e que os encontros e os conflitos ocorrem. E, quando isso acontece, as crianças buscam suas próprias soluções. A abordagem construtivista preza por esse espaço de construção e descoberta pela própria criança, no centro de seu aprendizado.

Crianças circulam e interagem, sem a mediação do adulto, o tempo todo. O quintal ou o pátio ou o parque, como é chamado em algumas escolas, é uma micro sociedade, onde o respeito às regras do convívio social é introduzido e aplicado para garantir o brincar de todos.

 

E qual é o papel do professor no desenvolvimento infantil? 

Criar contextos para que as crianças possam brincar e se relacionar com liberdade e segurança. Estar presente para ver e ouvir o que seus alunos contam de si quando brincam: quais são os seus interesses, as suas habilidades e as suas pesquisas.

É também nesse lugar que o patrimônio cultural da infância se perpetua e se transforma. Nos quintais, se aprende a pular corda e Amarelinha, a brincar de Corre Cutia e outros jogos tradicionais além dos inventados pelas próprias crianças a cada época.

O papel do professor é, portanto, também o de, pela tradição oral, compartilhar jogos e brincadeiras do seu repertório pessoal e mesclar com os repertórios de seus alunos, ampliando esse acervo cultural próprio da infância.

Nesse território democrático, chamado quintal, o exercício do ambiente público é vivido: os espaços são compartilhados, o jogo de futebol precisa negociar com o de vôlei, com o faz de conta ou com o pular corda. É preciso respeitar fronteiras no tanque de areia para que as construções, buracos e bolos de aniversário tenham lugar garantido.

No quintal, as crianças exploram, investigam e criam relações. O corpo está em movimento, desafiado a vencer obstáculos, convidado a exercitar aptidões e satisfazer desejos: de subir mais alto, de correr mais rápido, de pendurar-se, de escalar. Ou, quem sabe, desejos de pausa e contemplação, de refúgio e privacidade.

É nesse espaço educativo que nossos alunos podem expressar-se de forma mais livre e genuína. O quintal é lugar de encontros, de curiosidades, de convivência, de pesquisa e descobertas; o lugar onde a infância vive e se apresenta para que não nos esqueçamos de que nossos alunos são crianças.

Quer conhecer a Educação Infantil do Integração? Entre em contato ou faça o agendamento automático  e venha nos conhecer!

O que significa tirar férias nos tempos de hoje?

Um período de férias é sempre esperado como um tempo de descanso ou um tempo diferente do dia a dia – que inclusive poderia simplesmente ser ficar em casa - parece carecer de novos contornos. Afinal, não é porque estamos em casa que estamos de férias.

 

Férias sob novos contornos 

Desde março de 2020, passamos a nos “acostumar” com muitas idas, vindas e interrupções de atividades cotidianas e presenciais, tanto no contexto escolar quanto em todas as outras áreas de nossas vidas.

De fato, a interrupção gerou improvisos e adaptações no formato, mas não na natureza das atividades. Assim, os lares assumiram diversos e diferentes palcos: sala de aula, escritório, consultório, espaço de atividades físicas, entre tantos outros.

Então, viver este tempo significa ter novas e diferentes conexões que, de alguma forma, constroem memórias afetivas e significativas de encontros e momentos compartilhados em família.

Por outro lado, entendemos também como estes encontros, neste cenário, são desafiadores.

Com os celulares sempre à mão, somos interrompidos pelas necessidades que, muitas vezes, não podem esperar e a atenção permanece dividida.

Que tal, planejar suas próximas férias anotando os desejos individuais e da família? Depois avaliar juntos o que será possível  realizar e criar um plano compartilhado?

Pode ser uma receita culinária, um filme com pipoca, a leitura de um livro novo, já lido ou achado no cantinho da estante. Quem sabe uma leitura à luz de lanternas em uma cabana montada na sala, na varanda ou no quintal? E até o tradicional jogo de mímicas depois da pizza!

Sugerimos ainda o registro das férias em vídeos ou fotos com legendas para que esses momentos possam ser contados e revividos. Um registro da vida,  para guardar como um tesouro, com memórias de um tempo vivido que poderá ser lembrado para sempre.

Terminamos ressaltando a importância da família para a criança, pois o que vivem no contexto familiar é refletido no ambiente escolar e ampliado nas possibilidades de interação e no compartilhamento das diferentes experiências e perspectivas. Esse é o valor do coletivo a partir do âmbito individual, ambos fundamentais para que nossas crianças se desenvolvam da melhor forma possível.

O que é um estudante de alto desempenho?

O estudante de alto desempenho apresenta uma postura autônoma, confiante e focada, e com isso, mostra resultados muito melhores. Leia esse post até o fim para entender mais sobre o tema e saber como o Colégio Integração desenvolve o alto desempenho em seus estudantes.

 

O que é uma escola de alto desempenho? 

O Integração oferece aos estudantes uma metodologia pedagógica que promove o alto desempenho. Mas o que é uma instituição de ensino de alto desempenho? Podemos definir como aquela que consegue alinhar 4 pilares:

  • Propósito, missão e valores claros e transparentes;
  • Time coeso, motivado e proativo;
  • Processos pedagógicos e indicadores mapeados;
  • Cultura de inovação legítima e de vanguarda.

Quando um colégio tem esses pilares bem definidos e entrelaçados, além de

promover uma cultura de desenvolvimento sócio emocional, que transforma o próprio ambiente de modo a facilitar a aprendizagem, é capaz de formar um estudante de alto desempenho.

 

Mas afinal, o que é um estudante de alto desempenho?

Estudantes que revelam um desempenho acima da média, vivenciam as tarefas escolares de forma organizada, gerenciando o próprio tempo e dedicando-se às atividades com interesse e comprometimento, manifestando competências e habilidades sócio emocionais que são consideradas, atualmente, primordiais para uma formação completa.

– gostam do conhecimento, por isso, acompanham as aulas com muito foco e interesse.

– adotam uma disciplina diária de estudos, personalizando horários e conteúdos.

– usam a tecnologia em seu favor, explorando aplicativos e buscas que facilitem a sua rotina e ampliem o aprendizado.

– adquirem conhecimentos paralelos que possam contribuir com o seu projeto de futuro.

No entanto, ser um estudante de alto desempenho não se trata apenas de uma questão de dom ou perfil. A capacidade cognitiva de absorver os conteúdos das disciplinas é uma habilidade que pode ser estimulada, através de práticas pedagógicas que primem pela interdisciplinaridade e pela integração do acadêmico com o desenvolvimento emocional desde as etapas da primeira infância.

Outro fator fundamental para um estudante alcançar o alto desempenho é o apoio da família. Quanto mais estimulados a estudar, mais se sentirão confiantes e motivados a melhorar seus resultados.

Como seu filho pode aprender Matemática brincando

De acordo com o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o percentual de estudantes do 5º ano do Ensino Fundamental com níveis de aprendizado adequado em Matemática aumentou de 23,7% para 48,9% em dez anos. E uma das causas para o crescimento desses índices envolve o ensino dessa disciplina desde a primeira infância.

Isso porque o processo de aprendizagem na Educação Infantil contribui para o desenvolvimento de competências e habilidades essenciais para as próximas etapas da vida das crianças. Mas, afinal, como ensinar Matemática para os pequenos?

Uma forma de estimular o interesse dos estudantes mais jovens pela Matemática envolve  jogos e brincadeiras. Continue lendo para entender a importância da ludicidade para a aprendizagem infantil e como as crianças podem aprender brincando.

 

Lúdico: um importante aliado da aprendizagem infantil 

A primeira etapa da educação básica tem um papel fundamental para o desenvolvimento acadêmico das crianças, uma vez que pode determinar a maneira que elas se relacionarão com a escola nos ciclos seguintes. Por isso, os professores devem estimular a curiosidade dos pequenos para que eles se engajem com as atividades realizadas em sala de aula e, consequentemente, desenvolvam o gosto pelo  hábito de estudar.

Nesse sentido, o lúdico, que é uma importante ferramenta para a aprendizagem em qualquer área, contribui para a aprendizagem e a formação infantil, pois permite a realização de experimentos relacionados aos conteúdos trabalhados em sala de aula, o que é fundamental para o processo de aprendizado. Além disso, as atividades lúdicas proporcionam momentos de socialização entre as crianças e promovem a compreensão sobre as regras que estabelecem o relacionamento entre os indivíduos, o auto conhecimento e também sobre o mundo que as rodeia.

 

Como seu filho pode aprender Matemática brincando? 

O ensino da Matemática demanda concentração, métodos de estudo adequados e raciocínio lógico.

Os jogos, por terem regras bem definidas, propiciam aos estudantes o desenvolvimento do conhecimento por meio da prática, auxiliando na solução dos desafios propostos e tornando a manipulação dos números mais atraente, uma vez que coloca o aluno como protagonista do processo de aprendizagem.

Dominó, imitação, memória e tabuleiro são alguns exemplos. Músicas ,mímicas, brincadeiras de pular amarelinha ou corda, desenhar figuras geométricas, organizar os brinquedos por cor, forma e ordem de tamanho e  inventar novos jogos também são formas divertidas e estimulantes de aprender Matemática.

Essas atividades podem ser realizadas individualmente ou em grupo e, ainda, com jogos de mesa, de chão ou virtuais. O importante é que todas as brincadeiras tenham orientação e motivação permanentes, para que os professores possam avaliar o desempenho das crianças, fazendo intervenções que visem à consolidação do aprendizado.

Gostou dessas informações sobre como seu filho pode aprender Matemática brincando? No Colégio Integração, os alunos têm a oportunidade de desenvolver talentos, fortalecer valores e realizar seus sonhos, construindo uma trajetória de sucesso desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Acesse nosso site para saber mais!

 

Qual o papel da Educação Física escolar?

A Educação Física é um componente curricular obrigatório para todos os estudantes que estão no ciclo escolar. Isso porque essa disciplina envolve muito mais do que a prática esportiva, pois suas aulas são ministradas de forma integrada à proposta pedagógica da escola. 

Quer saber mais? Então continue a leitura para entender a função e as vantagens dessa matéria para a formação das crianças e dos adolescentes. 

 

Qual a importância da Educação Física escolar? 

Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), elaborados pelo Ministério da Educação (MEC) para orientar os professores quanto à formulação dos planos de aulas de cada disciplina por ciclo, a Educação Física deve englobar diferentes aspectos ligados ao corpo humano, da teoria à prática. 

Nas aulas teóricas, os docentes abordam assuntos como bons hábitos e primeiros socorros. Já na parte prática, eles podem organizar atividades lúdicas ou mais tradicionais, como brincadeiras de rua, jogos alternativos, de quadra ou pré-desportivos. Em todos os casos, a cognição, a consciência corporal, o respeito às regras e o trabalho em equipe são estimulados com o propósito de manter o cérebro e o corpo ativos. 

Na Educação Infantil e no Ensino Fundamental I, a tendência é trabalhar mais a coordenação motora e estimular o desenvolvimento de habilidades cognitivas com atividades lúdicas. Já no Ensino Fundamental II e no Ensino Médio, as aulas de Educação Física visam a promoção de valores e a manutenção do interesse pela prática esportiva. Nesse sentido, os esportes são utilizados como uma ferramenta de aprendizagem. 

 

Quais são as vantagens da Educação Física escolar? 

1. Amadurecimento 

A prática esportiva tende a despertar diversos sentimentos nos participantes, como a alegria ao acertar o primeiro saque, fazer uma cesta ou marcar o gol da vitória e, ainda, a frustração após uma derrota. Nesse sentido, o papel da Educação Física envolve o desenvolvimento da maturidade emocional, uma vez que ajuda os estudantes a lidarem com as próprias emoções e a seguirem buscando evoluir com empatia e resiliência. 

 

2. Bons hábitos 

Em primeiro lugar, vale destacar que essa disciplina tem o propósito de despertar o prazer pela prática esportiva, o que contribui para a promoção de um estilo de vida saudável. Além disso, essa matéria é a porta de entrada para bons hábitos, como o cuidado com o corpo e a saúde em geral, incluindo a alimentação, a prática de atividades físicas e o sono. 

 

3. Consciência corporal 

A Educação Física tem um papel essencial na formação dos estudantes, pois os ensina a lidarem com o próprio corpo, incluindo suas potencialidades e suas limitações, o que contribui para o desenvolvimento do autoconhecimento e, consequentemente, para a superação de desafios. 

 

4. Desenvolvimento de competências 

Essa disciplina também colabora para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e motoras. Sem falar que ela também auxilia o desenvolvimento da autoconfiança, cidadania, disciplina, liderança, raciocínio lógico e trabalho em equipe, competências de extrema importância para o futuro acadêmico, pessoal e profissional de todo estudante. 

 

5. Socialização 

A prática esportiva escolar também é uma excelente ferramenta de transformação, considerando que seus recursos pedagógicos permitem a integração social ao introduzirem uma série de noções fundamentais para a vida em sociedade, como a colaboração e o respeito às diferenças, independentemente das características culturais, de gênero, econômicas, étnicas, físicas, religiosas e sociais de cada um. 

Gostou de conhecer os benefícios da Educação Física escolar? Vale destacar ainda que essa disciplina possui vantagens exclusivamente ligadas a cada fase da vida. A infância, por exemplo, é a fase ideal para se trabalhar a alfabetização física, que envolve a promoção das habilidades estabilizadoras, locomotoras e manipulativas. Esse conceito foi criado pela Academia Americana de Pediatria (AAP) com uma preocupação voltada tanto para o estímulo inicial à atividade física quanto para sua manutenção ao longo da vida. 

Já a adolescência é marcada por muitas transformações, o que contribui para muitos estudantes se sentirem desanimados em relação à prática de exercícios. Por isso, os professores de Educação Física devem motivar os adolescentes a participarem das aulas regulares dessa disciplina e dos treinos extraclasse, compartilhando seus conhecimentos sobre as modalidades, promovendo atividades que auxiliem os discentes a criarem laços afetivos com os colegas e destacando como os esportes estimulam o cérebro como um todo, especialmente a produção da dopamina, hormônio responsável pela motivação. 

 

Agora que você já sabe qual é o papel da Educação Física escolar, pode compartilhar essas informações com seus amigos para que eles também possam incentivar seus filhos a praticarem esportes. O Colégio Etapa está no Facebook e no Instagram! 

Como desenvolver a autoestima do meu filho?

Todos os pais querem filhos que tenham uma boa autoestima que os ajude a enfrentar com firmeza as situações da vida. No entanto, muitos não sabem que essa característica pode ser desenvolvida a partir das suas experiências em casa. 

Veja nesse texto, como os pais e responsáveis podem desenvolver a autoestima desde a infância. 

 

O que é autoestima? 

A autoestima pode ser definida como um conjunto de julgamentos que a criança ou o adolescente faz sobre si mesmo. Esse autoconceito está ligado a emoções e sentimentos. 

Quando as pessoas gostam de si e do que são capazes de fazer, pode-se dizer que têm boa autoestima. Do contrário, quando a pessoa não gosta de si, pode começar a fazer comparações com outros e se julgar menos competente em vários aspectos, mesmo que não seja, fica insegura e pode desenvolver quadros de ansiedade e até culpas crônicas. 

Por isso, é tão importante começar a estimular a autoestima de forma positiva desde a infância, porque a autoimagem que as pessoas têm de si mesmas começa a ser desenvolvida muito cedo.  

Evidentemente, esse processo vai começar em casa, bem na fase em que o sistema límbico impera na conduta das crianças e dos adolescentes. Neste momento, as emoções dominam os comportamentos e há uma necessidade muito grande de ser amado. 

Crianças que vivem em ambientes seguros, nos quais se sentem acolhidas, com responsáveis que promovem estímulos e sabem dar limites, têm uma grande tendência a se tornarem adolescentes com uma melhor autoestima.  

Assim, é muito importante tomar cuidado com as críticas excessivas ou com a supervalorização de tudo o que a criança faz, o que também pode levá-la a se desenvolver em um “universo paralelo”, sem consciência de suas reais aptidões. 

 

Autoconfiança é o mesmo que autoestima? 

Em geral, muitas pessoas confundem autoconfiança como um sinônimo de autoestima. Na verdade, a autoconfiança é uma parte da autoestima, e está mais ligada a ter confiança em si mesmo para realizar atividades específicas, enquanto a autoestima tem um conceito mais amplo. 

A construção da autoconfiança pode começar quando as crianças e adolescentes são estimulados a realizar atividades que oferecem chances de sucesso. Assim, vão construindo essa confiança em si mesmos tijolinho por tijolinho. Com o tempo, esse desempenho vai melhorando, porque os estudantes percebem que são capazes de realizar. 

 

Como é possível identificar problemas de autoestima? 

Uma autoestima de crianças e adolescentes positiva pressupõe ter uma autoimagem adequada do que se é, sabendo quem é e do que é capaz, sem se achar demais ou menos. 

Mas muitas vezes, a percepção da criança e do adolescente pode ser confusa e algumas situações podem demonstrar esse fato: 

 

  • Quando a criança ou adolescente aceita o outro, mas não se aceita; 
  • Quando aceita a si mesma, mas têm dificuldades de aceitar os outros; 
  • Quando não aceita nem a si mesmo e nem os outros. 

 

Como ajudar a desenvolver a autoestima de crianças e adolescentes? 

Esse processo de desenvolvimento de uma boa autoestima terá início logo cedo, em casa, quando os responsáveis se propõem a explicar para as crianças os sentimentos que estão percebendo.  

Quando a autoestima começa a ser desenvolvida ainda na primeira infância, é certo que a criança vai crescer com mais autoconfiança. 

Para que esse processo ocorra da forma correta, é preciso também avaliar como não minar o desenvolvimento dessa autoestima, que também passa por oferecer um ambiente estimulante e saudável.  

Alguns estudos revelam que ambientes hostis, nos quais as crianças vivem sob constantes críticas, brigas e castigos, vão estimulá-las a se sentirem desvalorizadas e isso será prejudicial em relação aos sentimentos que terão sobre si mesmos.  

Algumas atitudes que podem ajudar no desenvolvimento da autoestima são: 

 

Evite comparações com outros 

Para desenvolver a autoestima das crianças e dos adolescentes, é preciso não fazer comparações deles com outras pessoas, sejam irmãos ou amigos. Cada pessoa tem a sua potencialidade e forma de agir. 

Os adolescentes já têm uma tendência muito grande de se comparar com quem convive, e esse processo pode não ser saudável quando os adultos fazem isso sistematicamente, porque eles podem começar a acreditar que não sabem fazer nada direito e estão sempre aquém das expectativas. Isso terá reflexo durante toda vida. 

 

Dê feedbacks cuidadosos, mas verdadeiros 

Estimular as capacidades das crianças é sempre muito positivo, porém, é preciso entender que há um aumento de complexidade a partir que as fases passam. Então, é preciso elogiar, porém, também entender que a criança pode estar com alguma dificuldade em um determinado ponto.  

Nem sempre é válido dizer que tudo ficou lindo, mas os pais precisam mostrar que sabem que certas atividades podem ser mais difíceis para elas. Isso vale para as notas ou até para os esportes, porque todas as pessoas têm facilidades em uns temas e mais dificuldade em outros. 

A criança (ou o adolescente) precisa entender sobre a diversidade de habilidades, e os adultos devem sempre estar dispostos a ajudar no aprimoramento de suas capacidades com o tempo. 

 

Saiba ouvir as crianças e adolescentes 

Se as crianças ou adolescentes sabem que estão sendo ouvidos e compreendidos, ficam com a sensação de que os adultos se importam com seus sentimentos.   

Eles devem ser ouvidos pelos responsáveis sem pré-julgamentos ou interrupções, para dar a oportunidade de se expressarem. 

Quando os adultos fazem isso, demonstram que têm empatia pelo que estão passando, e esse será um aprendizado importante para a vida. 

 

Corrija erros com cuidado 

Quando os filhos tomarem atitudes erradas, os responsáveis não podem passar uma borracha por cima, devem corrigi-los, mas com bastante cuidado, de forma que as ações sejam apontadas, mas eles não sejam estigmatizados e sintam com a autoconfiança minada. 

Por exemplo, não chame o filho de preguiçoso, prefira a abordagem de explicar que o fato de nunca arrumar a própria cama ou fazer suas tarefas escolares não é correto, que ele precisa colaborar mais e dividir as tarefas domésticas, que o mundo adulto vai exigir mais colaboração da parte dele, etc. 

 

Demonstre afeto e elogie 

Lembram-se que nesta fase crianças e adolescentes têm necessidade de serem amados? Então, é muito importante que os responsáveis demonstrem afeto com atitudes como elogiá-los, abraçá-los ou beijá-los, além de dizer que os ama. 

Não percam a chance de demonstrar esses sentimentos. Assim, estará ajudando a desenvolver a autoestima de crianças e adolescentes. 

Incentive a tomada de decisões e formação das opiniões próprias 

Desde cedo, estimule que os filhos tenham opiniões sobre os mais variados assuntos.  

Não os privem de desenvolver essa característica, que será importante para o pensamento crítico, uma condição essencial ao longo da vida. 

Ao ter suas opiniões, ele vai colher resultados e também mais condições de tomar as próprias decisões com o tempo. 

 

Inclusão nos diálogos familiares 

Neste período da vida existe uma grande necessidade de pertencer a um grupo, seja em casa ou na escola. Por isso, as crianças devem ser incluídas nos diálogos e em todas as atividades pertinentes à rotina das famílias, para que se sintam capazes e aptas a participar das decisões. 

Com isso, os adultos também vão incentivá-las a exercitar a responsabilidade, que é fundamental em todos os momentos da vida. 

 

Conclusão 

Muitas habilidades socioemocionais começam em casa, mas o desenvolvimento delas também faz parte da metodologia do Colégio Integração. 

No Integração, as crianças e adolescentes são estimulados a desenvolver a autoconsciência, o autocontrole e habilidades pessoais. Todo esse desenvolvimento socioemocional está ligado ao conhecimento cognitivo. 

Com isso, eles aprendem a lidar com as emoções, estabelecer metas claras e se relacionar com os outros e com o ambiente, tendo inúmeras oportunidades de também estimular e desenvolver uma boa autoestima em crianças de adolescentes.  

Quanto mais as crianças e jovens têm autoestima, mais preparadas ficam para os desafios e frustrações da vida. 

A importância das Artes no desenvolvimento

Não é de hoje que pesquisas comprovam que crianças que são expostas a manifestações artísticas como dança, música e teatro demonstram melhor domínio da leitura, escrita e matemática. 

Quais os benefícios das artes para os estudantes? 

Muitas vezes, parece ser até instintivo: os pais dão lápis de cor e papéis para crianças que ainda não estão nem perto da alfabetização para que elas se distraiam fazendo rabiscos coloridos.  

No entanto, esses rabiscos já vão começar a dar elementos ao cérebro infantil para uma futura alfabetização e noção espacial. A expressão artística começa a favorecer o aprendizado desde esse momento. 

No Ensino Fundamental, a Base Nacional Comum Curricular contempla a arte por meio da dança, teatro, música e artes visuais. Essas manifestações vão articular saberes que envolvem a prática de criar, ler, produzir, construir, exteriorizar e refletir por meio de seis dimensões de conhecimento: criação, crítica, experiência sensível, expressão, fruição e reflexão. 

Envolver os estudantes na prática dessas manifestações artísticas vai trazer inúmeros benefícios que contribuirão com a formação do indivíduo, além de contemplar, inclusive, o desenvolvimento das habilidades socioemocionais e proporcionar o alto desempenho. 

 

Os estudantes que praticam atividades artísticas se tornam capazes de: 

  • Desenvolver habilidades motoras, de linguagem e sociais; 
  • Desenvolver habilidades que ajudam na resolução de problemas; 
  • Melhorar a tomada de decisões e não ter medo de correr riscos; 
  • Ter mais criatividade; 
  • Desenvolver o pensamento crítico, etc. 

 

Estudos reforçam as vantagens de investir nas artes na educação 

Algumas pesquisas, como a reunião de 62 estudos no relatório Arts Education Partnership, já revelaram que as práticas artísticas, como a música, podem ajudar estudantes a ter mais noções de layout, perspectiva e equilíbrio, o que também ajudaria na integração com conhecimentos de outras disciplinas, como a matemática, além de melhorar a proficiência em leitura e no desenvolvimento cognitivo como um todo, porque permite a organização da escrita e também o entendimento de textos complexos, que são próprios de disciplinas como ciências, por exemplo. 

Outro aspecto é que a prática da música também ajudaria estudantes que estão aprendendo um segundo idioma. 

Mais um aspecto positivo de estimular os estudantes à prática das mais variadas manifestações artísticas é que proporcionam melhoria de saúde, afetando positivamente o humor e bem-estar, conforme a pesquisa da Frontiers in Psychology. 

“A arte gera um prazer desinteressado”, conforme já dizia o filósofo Immanuel Kant (1724-1804). Esse prazer pode surgir na observação ou na elaboração de obras de arte dos estilos mais diversificados, sejam pinturas, esculturas ou outras artes visuais, além da música, poesia, literatura e outras formas de expressão artística. 

Além disso, o estudo também revelou que a arte ajuda a melhorar a memória, diminuir o estresse e também permite uma melhor conexão social. 

Com isso, os estudantes que participam de programas de arte, ao menos semanalmente, apresentam habilidades orais, de escrita e de matemática superiores, além de um pensamento mais aprimorado na análise e resolução de problemas, com capacidade para desenvolver ideias originais próprias e inovadoras. 

Essas pesquisas dão base para que pais e profissionais de instituições escolares defendam a prática das artes nas mais variadas fases estudantis. 

 

Algumas vantagens de investir nas manifestações artísticas 

Como desperta muitas sensações e emoções, as artes, também, trazem inúmeros benefícios para o corpo e para a mente: 

Artes plásticas 

Essa é, talvez, a primeira expressão artística que muitas crianças passam a conhecer, quando os pais as convidam a desenhar ou pintar com lápis de cor. 

Com as artes plásticas e visuais, os estudantes são estimulados a praticar as habilidades de observação, senso crítico, criatividade, imaginação e de entendimento do mundo à sua volta. 

Essas capacidades aumentadas também favorecem o desenvolvimento cognitivo como um todo. 

Outro aspecto é que as artes plásticas ajudam na psicomotricidade e expressão de sentimentos. 

Os estudos também demonstram que favorecem o raciocínio sobre imagens científicas, a sofisticação na leitura e interpretação de textos. 

 

Música 

Ouvir música ou praticá-la, acalma, relaxa, alivia dores e estresse, e até estimula a prática de atividades físicas.  

Além disso, deixar certas músicas ao fundo, enquanto se estuda, também pode elevar o desempenho cognitivo e ajudar na criatividade. 

A música ativa a descoberta de novos caminhos e conexões cerebrais, por isso, é importante para quem está aprendendo uma nova língua.  

 

Dança 

Já a dança na escola como prática pedagógica, além de ajudar a manter o corpo ativo, permite a ampliação da capacidade de expressão, estimula a socialização, persistência, autoconfiança e autoestima, desenvolve a noção de espaço e equilíbrio, autoconsciência corporal, criatividade e disciplina.   

 

Artes cênicas 

O teatro é uma ferramenta pedagógica muito importante para o desenvolvimento dos estudantes desde o Ensino Fundamental porque também estimula o autoconhecimento e socialização, desenvolve desinibição, autoestima, autoconfiança, autonomia, motricidade, ampliação da memória e concentração, além de aperfeiçoamento da dicção e da melhoria da capacidade de comunicação. 

 

As artes no Colégio Integração 

Entre os núcleos de projetos especiais, o Colégio Integração oferece aos estudantes modalidades na área de arte, que permite desenvolver e cultivar seus talentos enquanto promove reflexão, cultura e sensibilidade por meio desta linguagem de expressão. Proporcionando aos estudantes o desenvolvimento e aperfeiçoamento das habilidades sociais, trabalho em equipe, liderança e cooperação.  

Tempo de tela por cada idade: qual a recomendada para o meu filho?

A quantidade de tempo que as crianças passam na frente dos eletrônicos é uma preocupação crescente entre pais e mães. Na pandemia do coronavírus, essa dúvida em relação ao tempo de tela por idade ficou ainda mais intensa, afinal, praticamente todas as atividades migraram para o ambiente digital.  

A transformação pegou de surpresa até os especialistas no assunto e trouxe outras questões muito importantes para o debate.  

 

Tempo de tela por idade 

O termo “tempo de tela” se refere ao período de utilização de dispositivos digitais, como tablets, celulares, computadores e videogames. Antigamente, existiam estimativas ideais de tempo de tela por idade.  

Porém, as determinações foram revistas pela Sociedade Brasileira de Pediatria em maio de 2020, pois a organização reconheceu a importância do uso desses aparelhos — tanto em casa quanto na escola — na formação das crianças.  

Isso porque a tecnologia tem diversos benefícios para a Educação Infantil, como o estímulo à criatividade e o desenvolvimento da linguagem, por exemplo. Sendo assim, a recomendação deixou de ser sobre a quantidade de tempo, mas sim sobre a qualidade, incentivando o uso mais saudável desses eletrônicos.  

Por exemplo, passar horas jogando videogames de jogos violentos não irá trazer aprendizado para a criança. Por outro lado, escolher brincadeiras mais educativas, como jogo da memória ou caça-palavras online, é uma forma de aprender brincando.  

Veja mais dicas para fazer esse controle a seguir: 

 

Como manter uma relação saudável entre as crianças e as telas? 

A discussão em torno do tempo de tela por idade sempre foi pautada pelos perigos que o uso excessivo dos dispositivos poderia gerar no desenvolvimento infantil. Entretanto, manter uma relação saudável entre os pequenos e os aparelhos digitais é possível mesmo quando eles precisam passar mais tempo em frente às telas. 

Para se manter no controle da situação e criar uma relação sadia, siga as seguintes dicas: 

  • estabeleça limites: coloque algumas regras para a utilização de eletrônicos, como não usar os aparelhos durante as refeições ou em momentos com a família, nem nas duas horas antes de dormir;  
  • monitore o uso: esteja atento aos sites e redes sociais que a criança visita e não deixe de alertá-la sobre os perigos da exposição; 
  • proponha alternativas às telas: sugira outras atividades às crianças que não envolvam os dispositivos, como ler livros e brincadeiras para movimentar o corpo. 

 

Gostou de saber como construir uma relação mais saudável entre os pequenos e os dispositivos digitais? Então comece a promover uma relação melhor entre as crianças e os eletrônicos. 

Definição de carreira para estudantes com múltiplos interesses

São muitos os fatores que determinam a definição de uma carreira em detrimento de outra, como afinidades pessoais, facilidade com as disciplinas que serão cursadas, intenção de trabalhar no Brasil ou no exterior, mercado de trabalho e investimento financeiro. Com tantos elementos na mesma equação, os jovens podem apresentar interesse em múltiplas carreiras na sua primeira decisão da vida adulta.

Ao chegar nessa fase, somadas aos fatores acima, eles também precisam pensar em outras questões que devem estar alinhadas com a família, por exemplo, se há condições de se manter no local escolhido.

Veja nesse post, como nós do Colégio Integração ajudamos nossos estudantes e como você, pais, também pode ajudar eles a definirem suas prioridades.

 

Como focar prioridades na definição da carreira no Ensino Médio?

A definição da carreira para os estudantes é uma fase bastante importante e complexa, são muitas as opções a serem consideradas: cursos disponíveis, profissões tradicionais, profissões do futuro, instituições particulares e públicas, estudar no Brasil ou ser cidadão do mundo.

Para o estudante começar a definição de interesses e de seus objetivos de vida é preciso fazer um exercício interno de se imaginar daqui a alguns anos, desde questões simples como: que tipo de trabalho gostaria de fazer? Qual é o melhor ambiente de trabalho? Quais roupas gostaria de utilizar? Que estilo de vida deseja ter no futuro?

São perguntas-chaves que ajudam a nortear as suas possíveis escolhas.

É possível que o estudante em um primeiro momento demonstre interesse por múltiplas carreiras devido a uma idealização de sucesso ou por não conhecer a fundo quais as atribuições de determinada profissão.

Para isso, é necessário que o estudante promova pesquisas a respeito das áreas e cursos de interesse, pesquise as grades curriculares dos cursos, o que estudará durante o curso universitário, se terá disciplinas nas quais ele tenha mais afinidade, estabeleça comparações, pesquise a diferença entre os cursos universitários e as possíveis carreiras profissionais, muitas vezes diferentes cursos podem levar a uma mesma carreira profissional.

É importante considerar também as inclinações pessoais, muitas vezes uma predisposição do estudante, uma habilidade ou um interesse específico por determinado assunto o auxiliará nesse momento de descobertas e escolha de profissão.

O Colégio Integração trabalha oferecendo suporte aos estudantes neste delicado momento de autoconhecimento e definição da carreira. São compartilhadas informações referentes ao mundo dos vestibulares e possíveis carreiras, acolhimento, apoio pedagógico e suporte emocional.

 

Pais podem ajudar na definição de carreira

Os pais podem auxiliar os estudantes incentivando as pesquisas na internet sobre os cursos, as profissões atuais, as profissões do futuro e o mercado de trabalho.

Também podem promover conversas com o estudante sobre como foi o processo de escolha, contar se tiveram opções, se foram felizes nesta opção, falar sobre as carreiras dos membros da família, ou de amigos próximos. Além disso, permitir que este jovem possa passar um tempo com esses profissionais partilhando sobre a sua rotina de trabalho, seus desafios, a trajetória profissional, são excelentes oportunidades de pesquisas e descobertas.

Os pais devem incentivar a autonomia, a autoconfiança, a determinação e a persistência na definição de seus objetivos e no seu projeto de vida.

Um outro ponto importante no qual os pais podem apoiar seus filhos nesse momento de escolha profissional é levá-los para conhecer as universidades in loco.

 

Dicas do Integração para diminuir a ansiedade da escolha 

A nossa dica para manter o equilíbrio do estudante nesta fase de definição da carreira é que ele pesquise muito sobre todas as possíveis opções para o seu perfil e prepare um planejamento baseado nas opções.

Neste período, manter o diálogo aberto com os pais e responsáveis também é fundamental para que o projeto de vida idealizado consiga se tornar possível.

  • Aceite os seus limites e respeite muito o próprio corpo;
  • Procure se manter saudável;
  • Seja reflexivo;
  • Mantenha a calma para analisar todas as possíveis condições e consequências relacionadas à sua escolha.

E, por fim, o estudante deve estar muito aberto a mudanças, novidades e com disposição para aprender, reformular a estratégia e prosseguir investigando e analisando todas as opções que estão à disposição.

Eles devem lembrar que essa será apenas a primeira grande escolha que estará fazendo. Como já foi dito anteriormente, não precisa ser uma escolha que definirá o resto da vida!

Como desenvolver a criatividade em crianças e adolescentes

Desenvolver a criatividade em crianças e adolescentes tem sido fundamental nestes tempos nos quais a ordem é ter pensamento fora da caixa, flexibilidade mental para resolução de problemas e muita adaptabilidade.

Veja nesta matéria quais mecanismos podem ser utilizados para que os estudantes continuem a desenvolver continuamente esse pilar socioemocional.

 

Toda criança nasce com criatividade?

Uma das definições de criatividade aponta para as características de quem tem “inventividade, inteligência e talento, natos ou adquiridos, para criar, inventar, inovar, quer no campo artístico, quer no científico, esportivo etc.”

Outra explicação mais antiga (Torrance, 1965) aponta que “criatividade é o processo de tornar-se sensível a problemas, deficiências, lacunas no conhecimento, desarmonia; identificar a dificuldade, buscar soluções, formulando hipóteses a respeito das deficiências; testar e retestar estas hipóteses; e, finalmente, comunicar os resultados”.

Segundo um relatório do governo do Reino Unido sobre alfabetização, 98% das crianças entre 3 e 4 anos têm uma imensa capacidade de pensar de maneira não linear e de forma divergente dos outros, ou seja, criativa. Porém, à medida que o tempo passa, essa capacidade pode se perder, quando as crianças e adolescentes tentam se encaixar em padrões coletivos.

No entanto, quando são estimulados continuamente à criatividade, conduzem suas próprias descobertas e se permitem identificar inúmeras possibilidades nas mais variadas questões acadêmicas e da vida.

Neste cenário de mudanças rápidas e uso intenso da tecnologia, esse processo de fomento da criatividade passa a ser imprescindível para que os estudantes desenvolvam as mais diversas habilidades socioemocionais que serão importantes em seu futuro.

Além disso, segundo um estudo de 2016 realizado com jovens adultos, exercitar a criatividade diariamente é uma iniciativa que está intimamente ligada à sensação de bem-estar.

 

Criatividade começa a ser desenvolvida em casa

Como se percebe pelo relatório do Reino Unido, praticamente toda criança nasce com criatividade, porém, são os processos da vida que podem promover uma perda dessa habilidade. Portanto, o primeiro ambiente que vai estimular a criatividade nas crianças é o próprio lar.

As brincadeiras e jogos terão papel de destaque nesse processo de desenvolvimento da criatividade na infância, como os quebra-cabeças, desenhar e pintar, blocos de montar e massinhas, jogos de memória, cubo mágico, cartas e bolas, caça-tesouros, entre outros. Confira também brincadeiras que estimulam a concentração!

Todas essas atividades estimulam o exercício do raciocínio, desenvolvem foco e concentração, dão noções espaciais e muitas dessas brincadeiras também estimulam a coordenação motora e equilíbrio.

Ler para os filhos(as) também incentiva o interesse por esse hábito e os incentiva a serem criativos, porque vai aprimorar a imaginação e o desenvolvimento da interpretação, mas também será essencial no processo de alfabetização.

Durante o isolamento social, inclusive, a leitura foi a principal atividade entre jovens e crianças que não incluiu o uso de telas.

Segundo um outro relatório do Reino Unido sobre alfabetização, esteve entre as atividades consideradas uma das mais prazerosas por esse público. Foi nas páginas das aventuras, ficção e fantasia que encontraram alegria, prazer e refúgio para passar pelo período de confinamento, preservando a saúde mental e o bem-estar.

 

Como os pais podem ajudar a desenvolver a criatividade?

Para estimular a criatividade nos filhos(as), a família pode apresentar a eles formas de desenvolver a imaginação que é própria das crianças, oferecendo materiais que os incentive a criar, como ferramentas e peças, além de ajudá-los a compartilhar suas ideias e promover a colaboração já em família.

O ambiente em casa também deve ser estimulante, as crianças e adolescentes devem ser apresentados a lugares interessantes e novas culturas, que despertem a curiosidade pelo saber, e sejam impelidos a fazer perguntas sempre.

Todo esse processo que começa em casa é parte fundamental do desenvolvimento cognitivo da criança, porém, também é um estímulo às diversas habilidades socioemocionais ao longo da vida.

 

Como o Integração trabalha a criatividade dos estudantes?

A criatividade está dentro do Colégio Integração, e é uma das habilidades desenvolvidas não só nas aulas de aprendizagem socioemocional, mas também em vários processos e aspectos dentro do Colégio, como as aulas eletivas e o ambiente estimulante, que eleva a energia dos estudantes.

No entanto, um ponto importante dentro do processo pedagógico do Colégio é que a criatividade esteja associada à capacidade de autonomia, execução e características únicas de cada estudante, que concede a ele pensamento divergente e importante dentro do processo coletivo.

Outro aspecto que merece destaque é que a criatividade dos estudantes é estimulada no Colégio também ligada à persistência, que vai ajudá-los no desenvolvimento da resiliência, ampliando a sua capacidade de tolerar frustrações e estresses, exatamente como eles vão se deparar com os desafios ao longo da vida.