Qual o papel da Educação Física escolar?

Qual o papel da Educação Física escolar?

A Educação Física é um componente curricular obrigatório para todos os estudantes que estão no ciclo escolar. Isso porque essa disciplina envolve muito mais do que a prática esportiva, pois suas aulas são ministradas de forma integrada à proposta pedagógica da escola. 

Quer saber mais? Então continue a leitura para entender a função e as vantagens dessa matéria para a formação das crianças e dos adolescentes. 

 

Qual a importância da Educação Física escolar? 

Segundo os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), elaborados pelo Ministério da Educação (MEC) para orientar os professores quanto à formulação dos planos de aulas de cada disciplina por ciclo, a Educação Física deve englobar diferentes aspectos ligados ao corpo humano, da teoria à prática. 

Nas aulas teóricas, os docentes abordam assuntos como bons hábitos e primeiros socorros. Já na parte prática, eles podem organizar atividades lúdicas ou mais tradicionais, como brincadeiras de rua, jogos alternativos, de quadra ou pré-desportivos. Em todos os casos, a cognição, a consciência corporal, o respeito às regras e o trabalho em equipe são estimulados com o propósito de manter o cérebro e o corpo ativos. 

Na Educação Infantil e no Ensino Fundamental I, a tendência é trabalhar mais a coordenação motora e estimular o desenvolvimento de habilidades cognitivas com atividades lúdicas. Já no Ensino Fundamental II e no Ensino Médio, as aulas de Educação Física visam a promoção de valores e a manutenção do interesse pela prática esportiva. Nesse sentido, os esportes são utilizados como uma ferramenta de aprendizagem. 

 

Quais são as vantagens da Educação Física escolar? 

1. Amadurecimento 

A prática esportiva tende a despertar diversos sentimentos nos participantes, como a alegria ao acertar o primeiro saque, fazer uma cesta ou marcar o gol da vitória e, ainda, a frustração após uma derrota. Nesse sentido, o papel da Educação Física envolve o desenvolvimento da maturidade emocional, uma vez que ajuda os estudantes a lidarem com as próprias emoções e a seguirem buscando evoluir com empatia e resiliência. 

 

2. Bons hábitos 

Em primeiro lugar, vale destacar que essa disciplina tem o propósito de despertar o prazer pela prática esportiva, o que contribui para a promoção de um estilo de vida saudável. Além disso, essa matéria é a porta de entrada para bons hábitos, como o cuidado com o corpo e a saúde em geral, incluindo a alimentação, a prática de atividades físicas e o sono. 

 

3. Consciência corporal 

A Educação Física tem um papel essencial na formação dos estudantes, pois os ensina a lidarem com o próprio corpo, incluindo suas potencialidades e suas limitações, o que contribui para o desenvolvimento do autoconhecimento e, consequentemente, para a superação de desafios. 

 

4. Desenvolvimento de competências 

Essa disciplina também colabora para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e motoras. Sem falar que ela também auxilia o desenvolvimento da autoconfiança, cidadania, disciplina, liderança, raciocínio lógico e trabalho em equipe, competências de extrema importância para o futuro acadêmico, pessoal e profissional de todo estudante. 

 

5. Socialização 

A prática esportiva escolar também é uma excelente ferramenta de transformação, considerando que seus recursos pedagógicos permitem a integração social ao introduzirem uma série de noções fundamentais para a vida em sociedade, como a colaboração e o respeito às diferenças, independentemente das características culturais, de gênero, econômicas, étnicas, físicas, religiosas e sociais de cada um. 

Gostou de conhecer os benefícios da Educação Física escolar? Vale destacar ainda que essa disciplina possui vantagens exclusivamente ligadas a cada fase da vida. A infância, por exemplo, é a fase ideal para se trabalhar a alfabetização física, que envolve a promoção das habilidades estabilizadoras, locomotoras e manipulativas. Esse conceito foi criado pela Academia Americana de Pediatria (AAP) com uma preocupação voltada tanto para o estímulo inicial à atividade física quanto para sua manutenção ao longo da vida. 

Já a adolescência é marcada por muitas transformações, o que contribui para muitos estudantes se sentirem desanimados em relação à prática de exercícios. Por isso, os professores de Educação Física devem motivar os adolescentes a participarem das aulas regulares dessa disciplina e dos treinos extraclasse, compartilhando seus conhecimentos sobre as modalidades, promovendo atividades que auxiliem os discentes a criarem laços afetivos com os colegas e destacando como os esportes estimulam o cérebro como um todo, especialmente a produção da dopamina, hormônio responsável pela motivação. 

 

Agora que você já sabe qual é o papel da Educação Física escolar, pode compartilhar essas informações com seus amigos para que eles também possam incentivar seus filhos a praticarem esportes. O Colégio Etapa está no Facebook e no Instagram! 

Como desenvolver a autoestima do meu filho?

Todos os pais querem filhos que tenham uma boa autoestima que os ajude a enfrentar com firmeza as situações da vida. No entanto, muitos não sabem que essa característica pode ser desenvolvida a partir das suas experiências em casa. 

Veja nesse texto, como os pais e responsáveis podem desenvolver a autoestima desde a infância. 

 

O que é autoestima? 

A autoestima pode ser definida como um conjunto de julgamentos que a criança ou o adolescente faz sobre si mesmo. Esse autoconceito está ligado a emoções e sentimentos. 

Quando as pessoas gostam de si e do que são capazes de fazer, pode-se dizer que têm boa autoestima. Do contrário, quando a pessoa não gosta de si, pode começar a fazer comparações com outros e se julgar menos competente em vários aspectos, mesmo que não seja, fica insegura e pode desenvolver quadros de ansiedade e até culpas crônicas. 

Por isso, é tão importante começar a estimular a autoestima de forma positiva desde a infância, porque a autoimagem que as pessoas têm de si mesmas começa a ser desenvolvida muito cedo.  

Evidentemente, esse processo vai começar em casa, bem na fase em que o sistema límbico impera na conduta das crianças e dos adolescentes. Neste momento, as emoções dominam os comportamentos e há uma necessidade muito grande de ser amado. 

Crianças que vivem em ambientes seguros, nos quais se sentem acolhidas, com responsáveis que promovem estímulos e sabem dar limites, têm uma grande tendência a se tornarem adolescentes com uma melhor autoestima.  

Assim, é muito importante tomar cuidado com as críticas excessivas ou com a supervalorização de tudo o que a criança faz, o que também pode levá-la a se desenvolver em um “universo paralelo”, sem consciência de suas reais aptidões. 

 

Autoconfiança é o mesmo que autoestima? 

Em geral, muitas pessoas confundem autoconfiança como um sinônimo de autoestima. Na verdade, a autoconfiança é uma parte da autoestima, e está mais ligada a ter confiança em si mesmo para realizar atividades específicas, enquanto a autoestima tem um conceito mais amplo. 

A construção da autoconfiança pode começar quando as crianças e adolescentes são estimulados a realizar atividades que oferecem chances de sucesso. Assim, vão construindo essa confiança em si mesmos tijolinho por tijolinho. Com o tempo, esse desempenho vai melhorando, porque os estudantes percebem que são capazes de realizar. 

 

Como é possível identificar problemas de autoestima? 

Uma autoestima de crianças e adolescentes positiva pressupõe ter uma autoimagem adequada do que se é, sabendo quem é e do que é capaz, sem se achar demais ou menos. 

Mas muitas vezes, a percepção da criança e do adolescente pode ser confusa e algumas situações podem demonstrar esse fato: 

 

  • Quando a criança ou adolescente aceita o outro, mas não se aceita; 
  • Quando aceita a si mesma, mas têm dificuldades de aceitar os outros; 
  • Quando não aceita nem a si mesmo e nem os outros. 

 

Como ajudar a desenvolver a autoestima de crianças e adolescentes? 

Esse processo de desenvolvimento de uma boa autoestima terá início logo cedo, em casa, quando os responsáveis se propõem a explicar para as crianças os sentimentos que estão percebendo.  

Quando a autoestima começa a ser desenvolvida ainda na primeira infância, é certo que a criança vai crescer com mais autoconfiança. 

Para que esse processo ocorra da forma correta, é preciso também avaliar como não minar o desenvolvimento dessa autoestima, que também passa por oferecer um ambiente estimulante e saudável.  

Alguns estudos revelam que ambientes hostis, nos quais as crianças vivem sob constantes críticas, brigas e castigos, vão estimulá-las a se sentirem desvalorizadas e isso será prejudicial em relação aos sentimentos que terão sobre si mesmos.  

Algumas atitudes que podem ajudar no desenvolvimento da autoestima são: 

 

Evite comparações com outros 

Para desenvolver a autoestima das crianças e dos adolescentes, é preciso não fazer comparações deles com outras pessoas, sejam irmãos ou amigos. Cada pessoa tem a sua potencialidade e forma de agir. 

Os adolescentes já têm uma tendência muito grande de se comparar com quem convive, e esse processo pode não ser saudável quando os adultos fazem isso sistematicamente, porque eles podem começar a acreditar que não sabem fazer nada direito e estão sempre aquém das expectativas. Isso terá reflexo durante toda vida. 

 

Dê feedbacks cuidadosos, mas verdadeiros 

Estimular as capacidades das crianças é sempre muito positivo, porém, é preciso entender que há um aumento de complexidade a partir que as fases passam. Então, é preciso elogiar, porém, também entender que a criança pode estar com alguma dificuldade em um determinado ponto.  

Nem sempre é válido dizer que tudo ficou lindo, mas os pais precisam mostrar que sabem que certas atividades podem ser mais difíceis para elas. Isso vale para as notas ou até para os esportes, porque todas as pessoas têm facilidades em uns temas e mais dificuldade em outros. 

A criança (ou o adolescente) precisa entender sobre a diversidade de habilidades, e os adultos devem sempre estar dispostos a ajudar no aprimoramento de suas capacidades com o tempo. 

 

Saiba ouvir as crianças e adolescentes 

Se as crianças ou adolescentes sabem que estão sendo ouvidos e compreendidos, ficam com a sensação de que os adultos se importam com seus sentimentos.   

Eles devem ser ouvidos pelos responsáveis sem pré-julgamentos ou interrupções, para dar a oportunidade de se expressarem. 

Quando os adultos fazem isso, demonstram que têm empatia pelo que estão passando, e esse será um aprendizado importante para a vida. 

 

Corrija erros com cuidado 

Quando os filhos tomarem atitudes erradas, os responsáveis não podem passar uma borracha por cima, devem corrigi-los, mas com bastante cuidado, de forma que as ações sejam apontadas, mas eles não sejam estigmatizados e sintam com a autoconfiança minada. 

Por exemplo, não chame o filho de preguiçoso, prefira a abordagem de explicar que o fato de nunca arrumar a própria cama ou fazer suas tarefas escolares não é correto, que ele precisa colaborar mais e dividir as tarefas domésticas, que o mundo adulto vai exigir mais colaboração da parte dele, etc. 

 

Demonstre afeto e elogie 

Lembram-se que nesta fase crianças e adolescentes têm necessidade de serem amados? Então, é muito importante que os responsáveis demonstrem afeto com atitudes como elogiá-los, abraçá-los ou beijá-los, além de dizer que os ama. 

Não percam a chance de demonstrar esses sentimentos. Assim, estará ajudando a desenvolver a autoestima de crianças e adolescentes. 

Incentive a tomada de decisões e formação das opiniões próprias 

Desde cedo, estimule que os filhos tenham opiniões sobre os mais variados assuntos.  

Não os privem de desenvolver essa característica, que será importante para o pensamento crítico, uma condição essencial ao longo da vida. 

Ao ter suas opiniões, ele vai colher resultados e também mais condições de tomar as próprias decisões com o tempo. 

 

Inclusão nos diálogos familiares 

Neste período da vida existe uma grande necessidade de pertencer a um grupo, seja em casa ou na escola. Por isso, as crianças devem ser incluídas nos diálogos e em todas as atividades pertinentes à rotina das famílias, para que se sintam capazes e aptas a participar das decisões. 

Com isso, os adultos também vão incentivá-las a exercitar a responsabilidade, que é fundamental em todos os momentos da vida. 

 

Conclusão 

Muitas habilidades socioemocionais começam em casa, mas o desenvolvimento delas também faz parte da metodologia do Colégio Integração. 

No Integração, as crianças e adolescentes são estimulados a desenvolver a autoconsciência, o autocontrole e habilidades pessoais. Todo esse desenvolvimento socioemocional está ligado ao conhecimento cognitivo. 

Com isso, eles aprendem a lidar com as emoções, estabelecer metas claras e se relacionar com os outros e com o ambiente, tendo inúmeras oportunidades de também estimular e desenvolver uma boa autoestima em crianças de adolescentes.  

Quanto mais as crianças e jovens têm autoestima, mais preparadas ficam para os desafios e frustrações da vida. 

A importância das Artes no desenvolvimento

Não é de hoje que pesquisas comprovam que crianças que são expostas a manifestações artísticas como dança, música e teatro demonstram melhor domínio da leitura, escrita e matemática. 

Quais os benefícios das artes para os estudantes? 

Muitas vezes, parece ser até instintivo: os pais dão lápis de cor e papéis para crianças que ainda não estão nem perto da alfabetização para que elas se distraiam fazendo rabiscos coloridos.  

No entanto, esses rabiscos já vão começar a dar elementos ao cérebro infantil para uma futura alfabetização e noção espacial. A expressão artística começa a favorecer o aprendizado desde esse momento. 

No Ensino Fundamental, a Base Nacional Comum Curricular contempla a arte por meio da dança, teatro, música e artes visuais. Essas manifestações vão articular saberes que envolvem a prática de criar, ler, produzir, construir, exteriorizar e refletir por meio de seis dimensões de conhecimento: criação, crítica, experiência sensível, expressão, fruição e reflexão. 

Envolver os estudantes na prática dessas manifestações artísticas vai trazer inúmeros benefícios que contribuirão com a formação do indivíduo, além de contemplar, inclusive, o desenvolvimento das habilidades socioemocionais e proporcionar o alto desempenho. 

 

Os estudantes que praticam atividades artísticas se tornam capazes de: 

  • Desenvolver habilidades motoras, de linguagem e sociais; 
  • Desenvolver habilidades que ajudam na resolução de problemas; 
  • Melhorar a tomada de decisões e não ter medo de correr riscos; 
  • Ter mais criatividade; 
  • Desenvolver o pensamento crítico, etc. 

 

Estudos reforçam as vantagens de investir nas artes na educação 

Algumas pesquisas, como a reunião de 62 estudos no relatório Arts Education Partnership, já revelaram que as práticas artísticas, como a música, podem ajudar estudantes a ter mais noções de layout, perspectiva e equilíbrio, o que também ajudaria na integração com conhecimentos de outras disciplinas, como a matemática, além de melhorar a proficiência em leitura e no desenvolvimento cognitivo como um todo, porque permite a organização da escrita e também o entendimento de textos complexos, que são próprios de disciplinas como ciências, por exemplo. 

Outro aspecto é que a prática da música também ajudaria estudantes que estão aprendendo um segundo idioma. 

Mais um aspecto positivo de estimular os estudantes à prática das mais variadas manifestações artísticas é que proporcionam melhoria de saúde, afetando positivamente o humor e bem-estar, conforme a pesquisa da Frontiers in Psychology. 

“A arte gera um prazer desinteressado”, conforme já dizia o filósofo Immanuel Kant (1724-1804). Esse prazer pode surgir na observação ou na elaboração de obras de arte dos estilos mais diversificados, sejam pinturas, esculturas ou outras artes visuais, além da música, poesia, literatura e outras formas de expressão artística. 

Além disso, o estudo também revelou que a arte ajuda a melhorar a memória, diminuir o estresse e também permite uma melhor conexão social. 

Com isso, os estudantes que participam de programas de arte, ao menos semanalmente, apresentam habilidades orais, de escrita e de matemática superiores, além de um pensamento mais aprimorado na análise e resolução de problemas, com capacidade para desenvolver ideias originais próprias e inovadoras. 

Essas pesquisas dão base para que pais e profissionais de instituições escolares defendam a prática das artes nas mais variadas fases estudantis. 

 

Algumas vantagens de investir nas manifestações artísticas 

Como desperta muitas sensações e emoções, as artes, também, trazem inúmeros benefícios para o corpo e para a mente: 

Artes plásticas 

Essa é, talvez, a primeira expressão artística que muitas crianças passam a conhecer, quando os pais as convidam a desenhar ou pintar com lápis de cor. 

Com as artes plásticas e visuais, os estudantes são estimulados a praticar as habilidades de observação, senso crítico, criatividade, imaginação e de entendimento do mundo à sua volta. 

Essas capacidades aumentadas também favorecem o desenvolvimento cognitivo como um todo. 

Outro aspecto é que as artes plásticas ajudam na psicomotricidade e expressão de sentimentos. 

Os estudos também demonstram que favorecem o raciocínio sobre imagens científicas, a sofisticação na leitura e interpretação de textos. 

 

Música 

Ouvir música ou praticá-la, acalma, relaxa, alivia dores e estresse, e até estimula a prática de atividades físicas.  

Além disso, deixar certas músicas ao fundo, enquanto se estuda, também pode elevar o desempenho cognitivo e ajudar na criatividade. 

A música ativa a descoberta de novos caminhos e conexões cerebrais, por isso, é importante para quem está aprendendo uma nova língua.  

 

Dança 

Já a dança na escola como prática pedagógica, além de ajudar a manter o corpo ativo, permite a ampliação da capacidade de expressão, estimula a socialização, persistência, autoconfiança e autoestima, desenvolve a noção de espaço e equilíbrio, autoconsciência corporal, criatividade e disciplina.   

 

Artes cênicas 

O teatro é uma ferramenta pedagógica muito importante para o desenvolvimento dos estudantes desde o Ensino Fundamental porque também estimula o autoconhecimento e socialização, desenvolve desinibição, autoestima, autoconfiança, autonomia, motricidade, ampliação da memória e concentração, além de aperfeiçoamento da dicção e da melhoria da capacidade de comunicação. 

 

As artes no Colégio Integração 

Entre os núcleos de projetos especiais, o Colégio Integração oferece aos estudantes modalidades na área de arte, que permite desenvolver e cultivar seus talentos enquanto promove reflexão, cultura e sensibilidade por meio desta linguagem de expressão. Proporcionando aos estudantes o desenvolvimento e aperfeiçoamento das habilidades sociais, trabalho em equipe, liderança e cooperação.  

Tempo de tela por cada idade: qual a recomendada para o meu filho?

A quantidade de tempo que as crianças passam na frente dos eletrônicos é uma preocupação crescente entre pais e mães. Na pandemia do coronavírus, essa dúvida em relação ao tempo de tela por idade ficou ainda mais intensa, afinal, praticamente todas as atividades migraram para o ambiente digital.  

A transformação pegou de surpresa até os especialistas no assunto e trouxe outras questões muito importantes para o debate.  

 

Tempo de tela por idade 

O termo “tempo de tela” se refere ao período de utilização de dispositivos digitais, como tablets, celulares, computadores e videogames. Antigamente, existiam estimativas ideais de tempo de tela por idade.  

Porém, as determinações foram revistas pela Sociedade Brasileira de Pediatria em maio de 2020, pois a organização reconheceu a importância do uso desses aparelhos — tanto em casa quanto na escola — na formação das crianças.  

Isso porque a tecnologia tem diversos benefícios para a Educação Infantil, como o estímulo à criatividade e o desenvolvimento da linguagem, por exemplo. Sendo assim, a recomendação deixou de ser sobre a quantidade de tempo, mas sim sobre a qualidade, incentivando o uso mais saudável desses eletrônicos.  

Por exemplo, passar horas jogando videogames de jogos violentos não irá trazer aprendizado para a criança. Por outro lado, escolher brincadeiras mais educativas, como jogo da memória ou caça-palavras online, é uma forma de aprender brincando.  

Veja mais dicas para fazer esse controle a seguir: 

 

Como manter uma relação saudável entre as crianças e as telas? 

A discussão em torno do tempo de tela por idade sempre foi pautada pelos perigos que o uso excessivo dos dispositivos poderia gerar no desenvolvimento infantil. Entretanto, manter uma relação saudável entre os pequenos e os aparelhos digitais é possível mesmo quando eles precisam passar mais tempo em frente às telas. 

Para se manter no controle da situação e criar uma relação sadia, siga as seguintes dicas: 

  • estabeleça limites: coloque algumas regras para a utilização de eletrônicos, como não usar os aparelhos durante as refeições ou em momentos com a família, nem nas duas horas antes de dormir;  
  • monitore o uso: esteja atento aos sites e redes sociais que a criança visita e não deixe de alertá-la sobre os perigos da exposição; 
  • proponha alternativas às telas: sugira outras atividades às crianças que não envolvam os dispositivos, como ler livros e brincadeiras para movimentar o corpo. 

 

Gostou de saber como construir uma relação mais saudável entre os pequenos e os dispositivos digitais? Então comece a promover uma relação melhor entre as crianças e os eletrônicos.